O campo se transformou diante de nossos olhos sem que ninguém percebesse. Talvez não se trate de estiagens ou de herbicidas – e sim do fio vital e afiado que nos prende a nossos filhos, e do veneno que lançamos sobre eles. Nada é clichê quando afinal acontece. Distância de resgate acompanha esta fatalidade vertiginosa fazendo sempre as mesmas perguntas: Existe por acaso algum apocalipse que não seja pessoal? Qual é o ponto exato em que, sem saber, damos o passo em falso que acaba nos condenando? Samanta Schweblin escreveu uma narrativa extraordinária e hipnótica, urgente e duradoura, que consegue nos manter inevitavelmente presos e mergulhados num universo ficcional perturbador.
  
Processo da ilustração feita para a capa, utilizando nanquim e bico de pena.

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